quinta-feira, 7 de junho de 2012

Organelas Citoplasmáticas ( 2ª série EM)

 

>> Citoesqueleto

 

     Estrutura exclusiva das células eucariotas. É organizada a partir de proteínas fibrosas como os micrtotúbulos e filamentos intermediários. Define a forma da célula e organiza sua estrutura interna; permite a adesão da célula a células vizinhas e à matriz extracelular; possibilita o deslocamento de materiais no interior da célula.

 

>> Mitocôndria

     São organelas membranosas presentes em praticamente todas as cèlulas eucariotas. Em seu interior, ocorre a respiração celular, principal processo de obtenção de energia pelos seres vivos eucarióticos. Apresentam uma dupla membrana e uma molécula de DNA próprio, o que corrobora a teoria endossimbiótica.

 

>> Complexo golgiense

 

     Estrutura formada por bolsas membranosas achatadas (cisternas) e empilhadas umas sobre as outras. Atua na modificação de proteínas produzidas pelo Retículo endoplasmático, que são posteriormente separadas e empacotadas em bolsas membranosas (vesículas) para serem encaminhadas aos locais de destino onde atuarão.

>> Peroxissomo

     Organelas membranosas presentes em células animais e vegetais que possuem diversas enzimas oxidases, cuja ação produz peróxido de hidrogênio (H2O2); que é uma substância tóxica ao metabolismo celular. Essas organelas possuem também a enzima catalase, que metaboliza o peróxido em água e gás oxigênio.

 

>> Lisossomo

 

     São  bolsa membranosas que contêm enzimas digestivas capazes de digerir grande número de substâncias orgânicas. Possuem uma função heterofágica, digerindo materiais capturados pela célula, e uma função autofágica, digerindo estruturas e partes da própria célula.

 

>> Centríolos

     Cilindro proteico presente na maioria das células eucariotas, com exceção de plantas e fungos. Estão localizados no centrossomo, local de onde partem os microtúbulos do citoesqueleto. O centrossomo e os centríolos têm papel nos processos de divisão celular.

 

>> Retículo endoplasmático granular ou rugoso

     Vasta rede de bolsas e tubos membranosos que preenche boa parte do citoplasma. O retículo endoplasmático granular apresenta em sua superfície ribossomos envolvidos na síntese de proteínas e no transporte delas pelo citoplasma.

 

>> Retículo endoplasmático agranular ou liso

     Vasta rede de bolsas e tubos membranosos que preenche boa parte do citoplasma. O retículo endoplasmático agranular está envolvido na síntese de ácidos graxos, lipídeos, esteroides, glicoproteínas. Ele apresenta, também, enzimas envolvidas no metabolismo de toxinas como pesticidas e álcoois.

 

>> Núcleo

     Organela na qual concentra-se o material hereditário da célula, o DNA. Responsável por produzir as moléculas de RNAm, que codificam a síntese das diferentes proteínas.

> Carioteca: envoltório nuclear. Dupla membrana contínua com a membrana do retículo endoplasmático.

> Nucléolo: local do núcleo com intensa síntese de RNA ribossômico (RNAr).

> Cromatina: indica o conjunto de cromossomos presente no núcleo celular. A heterocromatina (cromatina condensada) corresponde às regiões dos cromossomos que se mantêm permanentemente condensadas, mesmo quando a célula não está se dividindo, e seu DNA metabolicamente inerte. Os genes ativos da célula localizam-se na eucromatina, ou cromatina frouxa.

> Nucleoplasma: ou cariolinfa, é a solução aquosa que envolve a cromatina e os nucléolos. Nela estão presentes diversos tipos de íons, moléculas de ATP, nucleotídios e diversos tipos de enzimas.

 

Célula Vegetal

>> Parede celular

    É um revestimento externo à membrana e está presente nas células vegetais, de fungos e de baactérias.

     É dotada de grande resistência o que confere proteção e sustentação à célula. Nas algas e plantas, a substância mais abundante da parede celular é a celulose.

>> Plastos

     São organelas presentes apenas em células de plantas e algas. podem ser de três tipos básicos:

>> leucoplastos (incolor)

>> cromoplastos ( amarelos ou vermelhos)

>> cloroplastos ( verde)

Cloroplasto

 

    Os leucoplastos estão associados ao armazenamento de amido em certas raízes e caules. Os cromoplastos são responsáveis pela coloração de certos frutos, flores e das folhas que tornam-se amareladas ou avermelhadas. os cloroplastos apresentam clorofila e estão associados com a fotossíntese.

 

>> Vacúolo central

     Estrutura frequente nas células vegetais. Em células jovens, é pequeno e numeroso. Nas células adultas, os vacúolos se fundem formando um único e volumoso vacúolo. Os vacúolos são verdadeiras bolsas delimitadas externamente por uma membrana lipoproteica denominada tonoplasto. No interior do vacúolo, encontra-se o suco vacuolar, uma solução aquosa que pode conter açúcares, oléos, sais, pigmentos e outras substâncias. Atua no armazenamento de sais e outras substâncias, e também na regulação osmótica.

 

 

Imagens fonte: cbme.usp.br/playercbme/celulasvirtuais/video

 

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Citoplasma

 

 

     Estudos microscópicos dos seres vivos têm revelado a existência de milhares de tipos de células. Apenas no corpo humano, já foram identificados cerca de 300 tipos celulares diferentes.

Exemplos:

>>Células nervosas cujas expansões percorrem o corpo como cabos elétricos transmitindo informações de um local para outro;

 

>> Células musculares que possuem internamente feixes de proteínas capazes de se contrair e produzir os movimentos corporais;

 

>> Células especiais da pele – os melanócitos – que produzem melanina, um pigmento escuro que absorve a radiação ultravioleta da energia solar e evita danos ao organismo.

 

 

     Apesar da diversidade todas as células compartilham ao menos três características:

a) membrana plasmática, que isola o conteúdo celular do ambiente externo e controla a passagem de substâncias;

b) contêm, citoplasma ( do grego Kytos, célula e plasma, líquido), formado por um líquido viscoso (citosol) e por estruturas e substâncias necessárias às funções vitais;

c) possuem material genético (DNA), no qual estão inscritas informações em código que controlam todo o funcionamento celular.

 

 

O citoplasma das células procarióticas

     Células procarióticas, presentes apenas em bactérias e arqueas.

     O citoplasma é todo ambiente celular delimitado pela membrana plasmática. Ele constitui-se de um líquido viscoso e semitransparente, o citosol, composto por 80% de água e por milhares de tipos de proteínas, glicídios, lipídios, aminoácidos, bases nitrogenadas, vitaminas, íons etc. Mergulhados no citosol, há uma ou mais moléculas de DNA e milhares de ribossomos, estruturas granulosas especializadas na produção de proteínas.

 

 

 

O citoplasma das células eucarióticas

     O citoplasma das células eucarióticas, definido como região localizada entre a membrana plasmática e o envoltório do núcleo, contém um fluído semelhante ao das células procarióticas e também chamado citosol. nele há diversas estruturas denominadas organelas citoplasmáticas, que atuam como pequenos órgãos.

 

 

 

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Classificação e parentesco evolutivo

 

>> De acordo com a sistemática moderna, o processo de evolução dos seres vivos é responsável pela diversidade biológica. Assim, todas as espécies compartilham ancestrais comuns, e as semelhanças entre elas são reflexo desse processo evolutivo.

 

>> As relações de parentesco entre grupos de seres vivos podem ser representadas em diagramas – atualmente chamados árvores filogenéticas – compostos por linhas que se dividem sucessivamente. Cada divisão indica que uma espécie ancestral deu origem a novas espécies. As espécies atuais estão representadas na ponta de cada ramo da árvore filogenética e, quanto mais se aproxima da base, mais antigo é o ancestral.

 

Relações de parentesco e classificação de alguns animais da ordem Perissodactyla.

 

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     Na parte superior esquerda da árvore, asno, cavalo e zebra teriam como ancestral comum um representante do gênero Equus, que originou todas as espécies de equinos. Se “descermos” pela árvore filogenética a partir do ancestral dos equinos, encontraremos sua relação de parentesco com os animais da ordem Perissodactyla, que reúne também a família Tapiridae (antas) e a família Rhinaceratidae (rinocerontes).

 

>> A cladística é um método utilizado para estabelecer relações filogenéticas entre os seres vivos, e procura reunir em um mesmo grupo apenas  organismos que compartilham uma história evolutiva comum [ clado]. Grupo de espécies que apresentam um ancestral comum exclusivo [clado] são denominados monofiléticos. Já os grupos de espécies que descedem de ancestrais distintos são chamados de polifiléticos.

>> Grupos monofiléticos compartilham características chamadas apomorfias ou características derivadas. Essas características são novidades evolutivas que não estavam presentes no ancestral comum e surgiram por modificação de uma condição mais antiga, chamada plesiomorfia ou característica primitiva. Por exemplo, pelo e glândulas mamárias são apomorfias de mamíferos, dessa forma, todo animal que apresenta pelo e glândulas mamárias é incluído no clado Mammalia. 

 

>> A cladística apresenta as relações de parentesco entre os seres vivos em diagramas semelhantes às árvores filogenéticas, denominadas cladogramas.

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Exemplos:

árvore filogénetica - exemplo

 

 

 

 

 

 

 

 

Conteúdo destinado a 3ª série do Ensino Médio.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A invenção do microscópio óptico à descoberta das células.

 

 

 

 

     O desenvolvimento do microcópio óptico dependeu dos avanços na produção das lentes de vidro. Pelo século XVII, as lentes foram refinadas a ponto de tornarem  possível a fabricação de microscópios simples. Utilizando um instrumento como esse, Robert Hooke examinou um pedaço de rolha e em 1665 comunicou para a Royal Society de Londres que a cortiça era composta de uma massa de minúsculas cámaras, que ele chamou de ‘células’. O nome  ‘célula’ foi estendido até para as estruturas que Hooke descreveu, que eram apenas as paredes celulares que permaneceram depois que as células vegetais vivas dentro dela morreram. Mais tarde e alguns outros dos seus contemporâneos foram capazes de visualizar células vivas.

     Por quase 200 anos, a microscópia ópica permaneceu um instrumento exótico, disponível apenas para poucos indivíduos ricos. Foi apenas no século XIX que ela começou a ser amplamente utilizada para visualizar células. A emergência da biologia celular como uma ciência distinta foi um processo gradual para o qual vários indivíduos contribuíram, mas o seu nascimento oficial geralmente é dito ser marcado por duas publicações: uma pelo botânico Mathias Schleiden, em 1838, e a outra pelo zoólogo Theodor Schwann, em 1838. Nesses artigos, Schleiden e Schwann documentaram os resultados de uma investigação sistemática de tecidos vegetais e animais com o microscópio óptico, mostrando que as células eram os blocos universais de construção de todos os tecidos vivos.

 

 

     O seu trabalho e o de outros microscopistas do século XIX lentamente conduziram à compreensão de que todas as células vivas eram formadas pela divisão de células existentes – um princípio algumas vezes chamado de a Teoria da célula. A implicação de que organismos vivos não surgem espontaneamente, porém podem ser gerados apenas a partir de organismos existentes, foi ansiosamente contestada, mas ela foi finalmente confirmada por experimentos realizados nos anos de 1860 por Louis Pasteur.

 

 

     O princío de que as células são geradas apenas a partir de células preexistentes e herdam suas características a partir delas fundamenta toda a biologia e dá ao assunto uma única ideia: em biologia, as questões sobre o presente estão inevitavelmente ligadas às questões sobre o passado. Para entender por que as células e os organismos de hoje se comportam dessa maneira, precisamos entender a sua história, todo o caminho de volta às origens vagas das primeiras células sobre a Terra.

 

     A teoria de Darwin sobre a evolução, publicada em 1859, forneceu a compreensão-chave que torna essa história compreensível, mostrando como a variação randônica e a seleção natural podem orientar a produção de organismos com novas características, adaptados a novos meios de vida. A teoria da evolução explica como a diversidade surgiu entre os organismos que compartilham um ancestral comum. Quando combinada com a teoria celular, ela conduz a uma visão de toda a vida, a partir do seu início até os dias atuais, como uma vasta árvore familiar de células individuais.

 

Fonte: Fundamentos da biologia celular/Bruce Alberts – 2ª edição – Artemed, 2006.

 

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terça-feira, 13 de março de 2012

Inclassificáveis ( 3ª série - EM)



Aula 01- Atividade–Inclassificáveis (3ª série–EM)

 

Atividade do Caderno do Aluno 3ª série – Vol 1 – SEE – SP

 

Inclassificáveis

                                                                Arnaldo Antunes

 

que preto, que branco, que índio o quê?

que branco, que índio, que preto o quê?

que índio, que preto, que branco o quê?

 

que preto branco índio o quê?

branco índio preto o quê?

índio preto branco o quê?

 

aqui somos mestiços mulatos

cafuzos pardos mamelucos sararás

crioulos guaranisseis e judárabes

 

orientupis orientupis

ameriquítalos luso nipo caboclos

orientupis orientupis

iberibárbaros indo ciganagôs

 

somos o que somos

inclassificáveis

 

não tem um, tem dois,

não tem dois, tem três,

não tem lei, tem leis,

não tem vez, tem vezes,

não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós

 

aqui somos mestiços mulatos

cafuzos pardos tapuias tupinamboclos

americarataís yorubárbaros.

 

somos o que somos

inclassificáveis

 

que preto, que branco, que índio o quê?

que branco, que índio, que preto o quê?

que índio, que preto, que branco o quê?

 

não tem um, tem dois,

não tem dois, tem três,

não tem lei, tem leis,

não tem vez, tem vezes,

não tem deus, tem deuses,

não tem cor, tem cores,

não há sol a sós

 

egipciganos tupinamboclos

yorubárbaros caratais

caribocarijós orientapuias

mamemulatos tropicaburés

chibarrosados mesticigenados

oxigenados debaixo do sol

 

by Universal Music Publishing MGB Brasil Ltda. / Rosa Celeste Empreendimentos Artísticos Ltda.

 

Questões

1) Sobre qual espécie a música faz referência? Como é possível perceber isso?

 

2) Nas estrofes 3, 4, 8 e 13, que recurso o autor utiliza para defender a ideia de que somos inclassificáveis?

 

3) A partir do texto, é possível afirmar que somos inclassificáveis apenas pela cor da pele?

 

4) Qual é a tese defendida por Arnaldo Antunes em sua música “Inclassificáveis”?

 

5) Qual é a sua opinião sobre o tema?

 

A centelha da vida ( 2ª série - EM)